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Queda nos juros é fator decisivo para manter setor aquecido, diz presidente da Anfavea

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de setembro de 2024 13:46
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Em agosto, o setor automotivo brasileiro registrou um desempenho robusto, com produção e vendas de veículos retornando aos níveis pré-pandemia. No entanto, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) expressou preocupação com as futuras decisões sobre a taxa de juros, após o Banco Central deixar em aberto a possibilidade de manter ou elevar a taxa Selic, atualmente em 10,5%. A decisão será tomada na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 17 e 18 deste mês.

A recente divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) indicando crescimento acima das expectativas elevou as apostas de que o Banco Central poderia aumentar a taxa de juros em 0,5 ponto porcentual. Apesar disso, o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, destacou que a redução dos juros foi crucial para a recuperação do setor automotivo, juntamente com a maior oferta de crédito e o crescimento econômico. Ele ressaltou que a sustentabilidade do desempenho do setor dependerá das futuras decisões do Banco Central.

Enquanto a produção de veículos atingiu o maior volume desde outubro de 2019, com 259,6 mil unidades em agosto, as exportações continuam a enfrentar desafios, apresentando uma queda de 17,9% de janeiro a agosto. Contudo, os resultados recentes mostram uma melhora, especialmente nos principais mercados de destino como Argentina, México, Colômbia e Chile, oferecendo esperança para um fechamento de ano mais positivo para o setor.

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