Diplomacia americana sinaliza possível retirada da mediação na guerra da Ucrânia

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O governo dos Estados Unidos advertiu que pode deixar de atuar como mediador no conflito entre Rússia e Ucrânia caso não haja propostas concretas de ambas as partes para encerrar a guerra. O Departamento de Estado destacou que, sem progresso, os EUA darão um passo atrás no processo, deixando a decisão final sobre a continuidade das negociações diplomáticas a cargo do presidente. Enquanto isso, a Rússia propôs um cessar-fogo de três dias para marcar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, mas rejeitou uma trégua mais longa, defendida por Washington e Kiev.

A situação reflete a pressão crescente sobre os envolvidos, com os EUA buscando um acordo duradouro, enquanto a Ucrânia insiste em não ceder territórios, como a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. O presidente ucraniano reiterou que qualquer solução deve ser justa, sem recompensar ações militares. Por outro lado, críticos acusam a administração americana de enfraquecer a posição ocidental ao fazer concessões excessivas à Rússia, fragmentando a união com aliados.

Enquanto as negociações diplomáticas enfrentam impasses, os combates continuam, com a Rússia tentando avançar em regiões do leste da Ucrânia e ataques recentes atingindo áreas civis, incluindo a capital. A evacuação de vilarejos em Dnipropetrovsk sinaliza a expansão da linha de frente, aumentando o custo humanitário. O cenário sugere um conflito prolongado, com poucas perspectivas de resolução imediata, a menos que haja mudanças significativas nas posições de ambos os lados.

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