A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter a prisão do militar da reserva envolvido nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 reflete a seriedade das acusações e a necessidade de preservar o andamento das investigações. O caso, que inclui alegações de obstrução da Justiça, ameaças a testemunhas e tentativas de acessar dados sigilosos, está sendo tratado com rigor pelo STF, em linha com o papel da Corte de defender a democracia e o Estado de Direito. A manutenção da prisão preventiva, baseada em parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), indica que há riscos concretos à investigação, como possíveis interferências do acusado ou de seus aliados. O depoimento da testemunha ameaçada reforça a gravidade do caso, evidenciando um padrão de intimidação por parte de grupos alinhados ao militar. Esse processo é parte de um conjunto mais amplo de investigações sobre os eventos que antecederam a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo atos antidemocráticos ocorridos após as eleições de 2022. O STF tem atuado para apurar responsabilidades e coibir ações que ameacem a ordem constitucional, enquanto a defesa dos investigados contesta as acusações. O desfecho do caso ainda é incerto, mas a postura do STF demonstra o compromisso com o aprofundamento das apurações, garantindo que eventuais crimes contra a democracia sejam devidamente punidos. A sociedade acompanha atentamente, aguardando que a Justiça seja feita com transparência e dentro da legalidade.

Marcela Guimarães
Tempo: 3 min.


O ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta
quinta-feira (22) manter a prisão do major da Policia Militar do
Rio de Janeiro Ronald Alves de Paula e do ex-policial militar
Robson Calixto.
Ambos são réus acusados de
participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do
motorista Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro. 

De acordo com as investigações da Polícia
Federal (PF), Ronald é acusado de monitorar a rotina da
vereadora e repassar as informações para o ex-policial Ronnie
Lessa, delator e executor do assassinato. Calixto, ex-policial
militar e assessor de outro réu, Domingos Brazão, teria entregue a
arma utilizada no crime para
Lessa. 

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Moraes entendeu que a periculosidade dos
acusados está demonstrada no processo
, e por isso a
prisão deve ser mantida.

“É
evidente a necessidade de manutenção da custódia cautelar dos réus
ante a necessidade de resguardar a aplicação da lei penal e a ordem
pública”, decidiu o
ministro.

Na semana passada,
Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação dos acusados
pelo assassinato de Marielle
Franco.

Além de Ronaldo Alves e
Robson Calixto, a procuradoria quer a condenação do conselheiro do
Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o
ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, e o
ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo
Barbosa.

Conforme a delação
premiada de Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de
arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram
como os mandantes do crime. Rivaldo Barbosa teria participado dos
preparativos da execução do crime.

De acordo com
a investigação da Polícia Federal, o assassinato de Marielle está
relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos
interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm
ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias
no Rio de Janeiro.

Nos depoimentos prestados
durante a instrução, os acusados negaram participação no
assassinato. 

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