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Leitura: Defesa de General Mário Fernandes pede revogação de prisão no STF
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Política

Defesa de General Mário Fernandes pede revogação de prisão no STF

Bruno de Oliveira
Última atualização: 28 de julho de 2025 13:51
Bruno de Oliveira
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Tempo: 2 min.
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A defesa do general Mário Fernandes protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar sua prisão preventiva ou aplicar medidas cautelares semelhantes às impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido, apresentado na noite de sábado (26), argumenta que Bolsonaro, denunciado como líder da organização criminosa na tentativa de golpe, ocupa uma posição superior à do general nas acusações. A defesa sustenta que Fernandes não confessou planos de assassinato e que o documento 'Punhal Verde Amarelo', que ele admitiu ser o autor, não foi compartilhado com outros acusados.

No depoimento prestado ao STF na quinta-feira (24), Fernandes confirmou a autoria do 'Punhal Verde Amarelo', que sugere envenenamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e neutralização de seu vice, Geraldo Alckmin. Ele alegou que o documento, encontrado em um HD apreendido em fevereiro de 2024, era apenas um compêndio de pensamentos e não foi apresentado a ninguém. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, defendeu a manutenção da prisão, afirmando que as provas indicam que o general poderia ter compartilhado o material com seus pares.

A defesa rebateu os argumentos da Procuradoria, citando o tenente-coronel Mauro Cid, que confirmou não ter recebido cópia do documento e negou ter discutido ações de monitoramento do ministro Alexandre de Moraes com Fernandes. Os advogados do general argumentam que a prisão preventiva e uma eventual condenação devem se basear em provas concretas, e não em presunções, ressaltando que a mera presença de outros investigados no Palácio do Planalto no momento da impressão do documento não comprova a acusação.

A defesa concluiu que a confirmação do arquivo por Fernandes não implica confissão de crime, uma vez que não houve compartilhamento do conteúdo com outros acusados. Eles afirmam que a condenação deve ser fundamentada em evidências claras, e não em coincidências, reiterando que o general não participou de ações concretas relacionadas ao plano de golpe.

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