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Leitura: Milhares de Mulheres Negras Marcham por Justiça no Rio de Janeiro
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Política

Milhares de Mulheres Negras Marcham por Justiça no Rio de Janeiro

Amanda Rocha
Última atualização: 29 de julho de 2025 14:37
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Neste domingo (27), milhares de mulheres negras se reuniram na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, para participar da XI Marcha das Mulheres Negras, que teve como lema 'Contra o racismo, por Justiça e Bem-Viver'. O evento, que contou com a presença de coletivos de todo o estado, foi realizado em homenagem ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Afro-caribenha, celebrado em 25 de julho, e ao aniversário da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018 e símbolo da luta por direitos das mulheres negras.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, marcou presença na marcha, acompanhada de sua mãe, Marinete da Silva, e da sobrinha, Luyara Franco. Durante o evento, Anielle destacou a importância da resistência das mulheres negras e reafirmou o compromisso do Instituto Marielle Franco com as pautas que unem a luta por justiça e igualdade. Luyara também ressaltou o legado de sua mãe, afirmando que a marcha simboliza a continuidade da luta por direitos e oportunidades para as mulheres negras.

A manifestação serviu como preparação para a II Marcha Nacional das Mulheres Negras, que ocorrerá em Brasília no dia 25 de novembro. Jupi Conceição, coordenadora de Comunicação do Fórum Estadual de Mulheres Negras, explicou o conceito de 'bem-viver', que abrange direitos fundamentais como segurança, alimentação e liberdade de expressão. A marcha também contou com a participação de jovens, como a estudante Ana Julia, de 17 anos, que expressou seu desejo por um futuro com mais oportunidades e menos preconceito.

O evento também foi um espaço para mães que perderam filhos em ações policiais, como Rafaela Mattos, que busca justiça pelo assassinato de seu filho, João Pedro, em 2020. A Justiça decidiu que os policiais envolvidos devem ser julgados, mas Rafaela expressou sua preocupação com a morosidade do processo e a necessidade de uma resposta rápida para garantir a justiça. A marcha, portanto, não apenas celebrou conquistas, mas também reforçou a luta contínua por direitos e igualdade.

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