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Política

Polícia Civil prende suspeito de ataque cibernético de R$ 1 bi

Carlos Eduardo Silva
Última atualização: 13 de julho de 2025 19:35
Carlos Eduardo Silva
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Tempo: 2 min.
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Na quinta-feira (3), a Polícia Civil de São Paulo prendeu João Nazareno Roque, suspeito de envolvimento em um ataque cibernético que resultou em um desvio de aproximadamente R$ 1 bilhão de oito instituições financeiras. O ataque ocorreu na madrugada de segunda-feira (30) e foi investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pela Polícia Federal, que mantém a apuração sob sigilo.

Roque, funcionário da C&M Software, empresa que integra bancos e fintechs ao sistema Pix, confessou ter sido aliciado e admitiu ter fornecido credenciais de acesso a criminosos em troca de pagamentos. A C&M Software informou que o incidente foi causado por táticas de engenharia social e não por falhas em seus sistemas, e está colaborando com as investigações.

Além da prisão de Roque, o Banco Central suspendeu o acesso ao sistema Pix de três fintechs suspeitas de participação no esquema: Transfeera, Nuoro Pay e Sofffy. A Transfeera afirmou que suas operações continuam normalmente, exceto pelo Pix, e que está colaborando com as autoridades. A Polícia Civil bloqueou R$ 270 milhões dos valores desviados durante a operação.

O ataque, considerado o maior do tipo no Brasil, foi detectado na terça-feira (1º), após a notificação ao Banco Central. A Polícia Federal abriu um inquérito na quarta-feira (2) para investigar o caso, que envolveu ações suspeitas de Roque, que tinha acesso a protocolos operacionais da empresa.

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