Lula critica tarifas dos EUA e busca novos mercados para o Brasil

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta quarta-feira sobre o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que agora chegam a 50%. Em entrevista à Reuters, Lula afirmou que não vê espaço para negociações diretas com o presidente Donald Trump, destacando a falta de interlocução entre os dois países. Apesar das dificuldades, ele garantiu que o Brasil não irá anunciar tarifas recíprocas e continuará buscando alternativas comerciais.

Lula ressaltou que, mesmo diante das novas barreiras comerciais, a economia brasileira não deve sofrer grandes prejuízos, permitindo ao governo adotar uma postura firme. "Se os Estados Unidos não querem comprar, vamos procurar outro para vender", afirmou, enfatizando a importância de diversificar os mercados, especialmente em relação à China, que atualmente representa quase 30% da balança comercial brasileira.

O presidente também criticou a relação entre Brasil e EUA, considerada a mais tensa em 200 anos, e rechaçou a tentativa de Trump de vincular as tarifas ao processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula destacou que o Supremo Tribunal Federal não deve se deixar influenciar por pressões externas e que o Brasil não aceitará intromissões em sua soberania.

Além de buscar apoio em outros mercados, Lula planeja contatar líderes do grupo Brics, como Índia e China, para discutir uma resposta conjunta às tarifas. O presidente também anunciou a intenção de criar uma nova política nacional para recursos minerais estratégicos, visando aumentar o valor agregado das exportações brasileiras e reforçar a soberania nacional.

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