O coronel Paganotto publicou em 30 de setembro de 2025 um artigo destacando a necessidade de uma discussão abrangente sobre a eficiência do sistema de segurança pública no Brasil. Ele aponta que, embora haja números expressivos de prisões em flagrante, esses dados não refletem a real eficácia no combate ao crime. O autor critica a divisão das funções entre Polícia Militar, responsável pela prevenção e repressão imediata, e Polícia Civil, que atua principalmente nas investigações, além da crescente atuação das Guardas Municipais sem regulamentação adequada.
Segundo Paganotto, essa fragmentação gera conflitos de competência e mantém instrumentos essenciais para o combate ao crime sob controle corporativo restrito. Ele alerta para o empoderamento das Guardas Municipais, que carecem de segurança jurídica, estrutura e padrões uniformes de formação. O coronel destaca que as academias das Polícias Militares são as principais formadoras dos gestores da atividade policial ostensiva preventiva no país.
O autor conclui que a busca por protagonismo por parte de outras categorias não resolve os problemas sistêmicos da segurança pública. Ele defende que as reformas devem ser amplas e conduzidas por quem detém conhecimento técnico, garantindo respaldo legal e estrutural para todos os agentes envolvidos. Ajustes isolados não são suficientes para transformar o cenário atual da segurança no Brasil.

