O ministro Edson Fachin assume na próxima segunda-feira (26) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o biênio 2025-2027. Integrante da Corte desde 2015, Fachin se destacou por sua atuação em defesa da democracia e dos direitos fundamentais, incluindo a relatoria do caso Lula em 2017, que anulou ações penais contra o ex-presidente. Eleito pelo plenário da Corte em 13 de agosto, Fachin substitui Luís Roberto Barroso, que encerrou seu mandato nesta quinta-feira (25). Em sua primeira declaração após a eleição, Fachin afirmou que busca fortalecer a colegialidade e o diálogo no Tribunal. Especialistas, como o advogado Filipe Papaiordano, destacam que sua gestão deve refletir um perfil progressista e discreto, priorizando pautas de direitos humanos e trabalhistas. O novo presidente enfrentará desafios significativos, incluindo pressões internacionais e atritos com o Congresso, especialmente após sanções impostas pelos EUA a ministros do STF. A trajetória de Fachin pode influenciar sua abordagem na condução da Corte em tempos delicados.

