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Guerra comercial impulsiona exportação de soja, mas custos preocupam produtores

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Brasil deve colher um novo recorde na safra de soja, alcançando 177 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada cresceu quase 4%, enquanto os embarques para o mercado chinês aumentaram 60% em meio à guerra comercial, consolidando o protagonismo brasileiro no agronegócio global. No entanto, os produtores ainda enfrentam custos elevados e uma queda na rentabilidade. Rafael Silveira, analista de soja na Safras & Mercado, observa que o tarifaço do presidente americano, Donald Trump, impactou os preços da soja brasileira. Apesar de a guerra comercial ter beneficiado a exportação brasileira e o ano de 2025 ser favorável para a soja em termos de oferta global, os preços da commodity não devem subir significativamente. Silveira destaca que a compra de insumos no mercado internacional pode ter um efeito deflator com um câmbio mais favorável, mas também há um efeito inflacionário na produção. O aumento da taxa de juros é uma preocupação adicional para os produtores. A alta produtividade do Brasil permite uma relação de custo médio e preço de venda favorável, viabilizando a manutenção da cultura e as expectativas de aumento da safra. Contudo, a demanda essencial vem da China, que continua sendo o principal comprador da soja brasileira. Silveira alerta que os produtores devem estar atentos às variações de preço, especialmente na Bolsa de Chicago, que reflete os movimentos globais e é impactada por uma maior oferta.

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