Na terça-feira, os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foram palco de uma megaoperação policial que resultou em pelo menos 119 mortes, incluindo 115 suspeitos de tráfico e quatro agentes de segurança. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, explicou que a operação, planejada por 60 dias, não contou com helicópteros para proteger os policiais em áreas de mata, onde os confrontos ocorreram.
Santos ressaltou que o uso de aeronaves poderia expor as equipes a disparos de criminosos posicionados em locais altos, aumentando o risco de feridos. A estratégia adotada, conhecida como “muro do Bope”, envolveu o deslocamento das tropas para a mata, forçando os traficantes a se movimentarem para áreas menos habitadas, preservando assim a segurança dos moradores. Apesar da ausência de helicópteros no combate direto, imagens aéreas foram utilizadas para dar suporte logístico às operações em solo.
A alta letalidade da operação, que já é considerada a mais letal da história da capital fluminense, gerou debates sobre a eficácia e a segurança das abordagens policiais em favelas. Santos reforçou que, embora a letalidade fosse previsível, não era desejada, e enfatizou que o foco era proteger a população local. O ocorrido levanta preocupações sobre as consequências das ações policiais e as estratégias empregadas em confrontos com o crime organizado.


