Mãe de Miguel busca justiça após tragédia em Recife

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

No dia 2 de junho de 2020, Mirtes de Souza desceu para passear com o cachorro da família em Recife, deixando seu filho Miguel, de 5 anos, sob a supervisão de sua patroa. Ao retornar, encontrou o menino caído do nono andar, ainda respirando, mas que não sobreviveu. A tragédia se agravou quando Mirtes descobriu que Miguel havia sido deixado sozinho no elevador, o que a levou a decidir não trabalhar mais para sua patroa, uma empresária local.

Desde a morte de Miguel, Mirtes e sua mãe enfrentaram dificuldades financeiras, dependendo da ajuda de amigos e do movimento negro para sobreviver. Ela relata que os ex-patrões pagaram apenas o velório e não ofereceram mais apoio. A dor da perda é exacerbada pela falta de reparação e pelo peso emocional que carrega, especialmente ao se lembrar do fatídico dia em que perdeu seu filho.

Atualmente, Mirtes busca se reerguer, engajando-se em causas sociais e estudando direito para entender melhor o sistema judicial. Sua pesquisa aborda o trabalho escravo contemporâneo no Brasil, refletindo suas experiências pessoais. Enquanto enfrenta os desafios da vida, ela também tenta encontrar um novo propósito, sendo constantemente lembrada como a mãe de Miguel e lutando por justiça em meio ao luto.

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