Javier Milei, presidente da Argentina, revelou um plano de reforma trabalhista que permite a ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas. A proposta, apresentada após sua vitória nas eleições legislativas, visa formalizar cerca de oito milhões de trabalhadores informais e diminuir custos para pequenas e médias empresas. O projeto, que integra a Lei de Promoção de Investimentos e Emprego, foi introduzido pela deputada Romina Diez e retoma pontos de um decreto anterior de emergência trabalhista agora suspenso.
Entre os principais pontos da reforma, destaca-se a possibilidade de fracionamento das férias e a autorização para acordos de banco de horas sem pagamento adicional. Milei defende que a reforma não resultará em perda de direitos e é essencial para a simplificação tributária prevista, que visa aumentar a arrecadação sem encarecer a carga tributária do setor formal. Apesar das intenções, analistas prevêm desafios na aprovação do projeto devido à necessidade de alianças no Congresso, onde sua coalizão ainda não detém uma maioria.
Com a posse dos novos parlamentares marcada para 10 de dezembro, Milei enfrentará a tarefa de negociar com partidos de centro e regionais para viabilizar suas propostas. Embora a reforma tributária possa receber apoio, as mudanças trabalhistas devem encontrar resistência de setores populares e sindicais. As próximas semanas serão cruciais para observar como o presidente gerenciará as rivalidades políticas e as expectativas da população em relação às suas promessas de reforma.

