Stephen King, Ellen Hopkins e Sarah J. Maas foram os autores cujos livros mais foram banidos nas escolas públicas dos Estados Unidos durante o ano letivo 2024-2025, segundo relatório da ONG PEN America. Foram registradas 6.870 proibições em 23 estados e 87 distritos escolares, concentradas principalmente na Flórida, Texas e Tennessee, onde leis recentes permitem a remoção de obras consideradas impróprias.
O número representa uma queda em relação ao ano anterior, quando mais de 10 mil casos foram contabilizados, mas ainda é significativamente alto em comparação com anos anteriores. A ONG destaca que a censura escolar tem se intensificado e se manifestado por meio de leis, diretrizes confusas e listas de livros rotulados como “explícitos”. Autores como King e Hopkins criticam publicamente essas medidas, ressaltando que seus livros abordam temas relevantes para adolescentes, incluindo diversidade e experiências reais.
A crescente onda de proibições levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e o acesso à literatura nas escolas americanas. Especialistas alertam para os efeitos negativos na formação crítica dos estudantes e no ambiente educacional. O debate sobre o conteúdo literário nas escolas deve continuar influenciando decisões políticas e culturais nos Estados Unidos nos próximos anos.

