Alckmin considera redução tarifária dos EUA positiva, mas alerta para distorções

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Neste sábado (15), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou como um progresso a decisão dos Estados Unidos de cortar tarifas de importação sobre aproximadamente 200 produtos alimentícios. No entanto, ele enfatizou que a manutenção da sobretaxa de 40% imposta ao Brasil continua a criar distorções significativas e representa um obstáculo para as exportações brasileiras. Alckmin mencionou que, enquanto outros países beneficiaram-se de reduções mais amplas, o Brasil mantém alta sua alíquota, afetando a competitividade no mercado internacional.

Alckmin também destacou que, com a retirada da tarifa global, o volume das exportações brasileiras para os Estados Unidos isentas de sobretaxas aumentou de 23% para 26%, totalizando cerca de US$ 10 bilhões. O setor de sucos de laranja, em particular, se beneficiou com a eliminação da tarifa de 10%, resultando em um impacto positivo estimado em US$ 1,2 bilhão. Apesar disso, ele alertou que outros produtos, como o café, ainda enfrentam desafios, com alíquotas reduzidas de forma menos favorável em comparação a concorrentes como o Vietnã.

O vice-presidente também se referiu a avanços diplomáticos recentes que facilitaram essa redução tarifária, mencionando conversas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump. Alckmin fez questão de ressaltar que o Brasil deve ser visto como uma solução e não como um problema nas relações comerciais bilaterais. A redução das tarifas é parte de um esforço maior dos Estados Unidos para conter a inflação de alimentos e equilibrar a oferta interna, embora o governo americano não preveja novas diminuições no curto prazo.

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