Chefe da PF alerta sobre consequências de enquadrar facções como terrorismo

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O delegado Leandro Almada, responsável pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal, expressou sua oposição a um projeto de lei que equipara facções criminosas a organizações terroristas. Durante uma reunião na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, ele afirmou que essa proposta pode aumentar o custo do país e penalizar o setor empresarial, em um contexto de crescente preocupação com a segurança pública.

Almada destacou que a implementação dessa legislação resultaria em custos adicionais significativos para o mercado, que precisaria investir em compliance para evitar penalizações. Ele alertou que essa situação poderia levar a um rebaixamento da nota de crédito do Brasil, afetando o acesso ao crédito para diversos setores, incluindo agricultura e indústria. O projeto ganhou força após operações contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, com apoio de políticos locais.

As declarações do delegado ressaltam as implicações econômicas de políticas públicas relacionadas à segurança. Com a proposta ainda em tramitação na Câmara dos Deputados, Almada enfatizou que a medida pode criar desafios adicionais para os produtores brasileiros, ao abrir caminho para a imposição de tarifas por outros países. O impacto potencial na economia e na imagem do Brasil pode ser significativo, afetando decisões de investimento e relações comerciais internacionais.

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