China pede ação de países ricos e adia aporte ao fundo brasileiro

Camila Pires
Tempo: 2 min.

A China reafirmou sua posição sobre a responsabilidade dos países desenvolvidos no financiamento de políticas climáticas, adiando um aporte no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), a principal iniciativa do Brasil na COP30, realizada em Belém, PA. Durante a conferência, o vice-primeiro-ministro chinês, Ding Xuexiang, argumentou que os compromissos internacionais devem se transformar em ações concretas, ressaltando que as nações industrializadas devem liderar a redução de emissões e honrar seus compromissos financeiros.

O TFFF, que visa arrecadar até US$ 125 bilhões para preservar florestas tropicais, conta com contribuições anunciadas de países como Brasil, Noruega, Indonésia e França, totalizando cerca de US$ 5,5 bilhões até o momento. Apesar da resistência da China em se comprometer financeiramente, o governo brasileiro considera a iniciativa um legado diplomático importante e mantém esperança de que Pequim possa fazer um aporte no futuro, o que seria estratégico para o equilíbrio político e financeiro do fundo.

A recusa da China em investir no TFFF não é um fato isolado, visto que o país também se absteve de participar do Fundo Verde para o Clima, criado pela ONU. No entanto, o governo brasileiro permanece otimista sobre a possibilidade de colaboração futura, considerando o apoio chinês fundamental para o sucesso do novo fundo e suas metas ambientais.

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