Em 10 de novembro, representantes de 58 países da União Europeia e da América Latina se reuniram em Santa Marta, na Colômbia, para a 4ª cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e o bloco europeu. Durante o encontro, os países rejeitaram, em declaração conjunta, “a ameaça e o uso da força” no Caribe e no Pacífico, invocando o respeito ao direito internacional, embora não tenham feito referência explícita aos Estados Unidos.
O documento foi aprovado com 58 votos a favor e 6 contra, destacando a necessidade de segurança marítima e apelando à observância dos princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). A alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, afirmou que a menção aos EUA poderia ter inviabilizado o acordo, resultando na retirada da Venezuela e Nicarágua da assinatura do texto final.
A Declaração de Santa Marta reconheceu preocupações levantadas por líderes como Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro sobre a presença militar dos EUA na região, mas se limitou a uma advertência formal. Desde o início da campanha antidrogas do governo americano, mais de 60 pessoas foram mortas em ataques no Caribe e Pacífico, levantando questões sobre a eficácia e as consequências dessa abordagem militar.

