Nesta quarta-feira, 12 de novembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que os ataques a barcos supostamente envolvidos no narcotráfico no Caribe são legais. De acordo com um porta-voz, as ações foram realizadas em conformidade com as leis de conflito armado, e os militares não podem ser processados por seguirem ordens lícitas. Até agora, esses ataques resultaram na morte de ao menos 76 pessoas, levantando preocupações sobre sua legitimidade.
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou preocupações sobre a legalidade desses ataques, sugerindo que eles possam constituir execuções extrajudiciais. Ele ressaltou que operações contra narcotraficantes devem ser tratadas como ações de aplicação da lei, sujeitas a regulamentações internacionais sobre direitos humanos. Turk enfatizou que o uso de força letal deve ser o último recurso em situações de ameaça imediata, um ponto que parece não estar sendo respeitado nas operações atuais.
Além disso, o governo do ex-presidente Donald Trump enviou uma carta ao Congresso caracterizando esses ataques como parte de um “conflito armado” contra cartéis de drogas, tratando-os como grupos terroristas. A mobilização militar significativa nessa campanha contra o narcotráfico também gerou reações, incluindo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que alega que esses esforços visam sua derrubada. A situação continua a suscitar debates sobre a legalidade e a ética das operações militares no combate ao tráfico de drogas.


