O Grupo Refit, o maior devedor de impostos do Brasil com débitos que superam R$ 26 bilhões, alterou sua estrutura financeira após a Operação Carbono Oculto em 27 de novembro de 2025. A ação expôs vulnerabilidades no modelo financeiro utilizado desde 2018, levando a uma reconfiguração interna que aumentou a circulação de recursos de R$ 500 milhões para mais de R$ 72 bilhões entre 2024 e 2025.
Os órgãos de fiscalização relataram que a reorganização do grupo incluiu a substituição de intermediários e a multiplicação de operações por meio de empresas próprias e offshores. Essa estratégia não apenas melhorou a blindagem patrimonial, mas também dificultou o rastreamento dos fluxos financeiros, ampliando significativamente o volume de recursos sob gestão. A Receita Federal identificou a concentração de valores em uma operadora mãe, que controla diversas empresas filhas.
As implicações dessa reestruturação são preocupantes, pois a Operação Carbono Oculto e as subsequentes ações de fiscalização da ANP indicam um esquema complexo operando em todos os elos da cadeia de combustíveis. O Ministério Público identificou 190 empresas e indivíduos envolvidos em práticas ilícitas, e a continuidade das investigações pode levar a novas descobertas sobre a operação do Grupo Refit e suas práticas de ocultação patrimonial.

