No dia 28 de novembro, aproximadamente 100 manifestantes invadiram e depredaram a sede do jornal La Stampa em Turim, Itália, durante uma marcha em apoio à Palestina. O ato ocorreu em um momento em que a redação estava vazia devido a uma greve nacional de jornalistas que buscavam melhores salários e condições de trabalho. Os protestos foram motivados por alegações de que a imprensa é cúmplice na deportação de um imã, Mohamed Shahin, alvo das autoridades italianas após suas declarações polêmicas sobre os atentados do Hamas em outubro.
Os manifestantes expressaram suas demandas com pichações e vandalismo, incluindo frases como “Palestina livre” e “Shahin livre” nas paredes do jornal. Além disso, foram relatados atos de vandalismo como a derrubada de livros e o lançamento de esterco na entrada da sede. Em resposta ao incidente, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, enfatizou que a liberdade de imprensa é fundamental para a democracia e que a violência não pode ser justificada.
O prefeito de Turim, Stefano Lo Russo, também condenou a invasão, considerando-a inaceitável e um ataque aos princípios da liberdade de expressão e do direito à informação. O caso levanta preocupações sobre a segurança da imprensa na Itália e as tensões em torno das questões políticas e sociais, especialmente relacionadas ao tratamento de imigrantes e à liberdade de expressão. O imã, que se encontra em um centro de deportação, afirmou ser contra qualquer forma de violência, destacando a complexidade do debate em torno da situação atual.

