Em 27 de novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Poço de Lobato, visando desarticular um esquema de corrupção no Grupo Refit, localizado no Rio de Janeiro. Durante a investigação, foram encontradas anotações nas janelas do escritório da empresa, que mencionavam operações e até o nome de um deputado federal, levantando preocupações sobre a extensão do esquema. O Grupo Refit é acusado de ser um dos maiores devedores de ICMS nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
As anotações descobertas incluem referências a autoridades do Judiciário e do Congresso, além de nomes de transportadoras e refinarias. A operação mobilizou 621 agentes públicos e teve como objetivo investigar crimes contra a ordem econômica e tributária, além de lavagem de dinheiro. A operação resulta em um esforço conjunto de diversas instituições, incluindo promotores e auditores fiscais, com a intenção de recuperar ativos desviados.
Com o avanço das investigações, o Grupo Refit, sob a liderança do empresário Ricardo Magro, enfrenta sérias acusações que podem resultar em consequências legais significativas. A operação Poço de Lobato não apenas busca responsabilizar os envolvidos, mas também visa restaurar a integridade do setor de combustíveis, que enfrenta graves problemas relacionados à corrupção. Os desdobramentos da operação podem impactar diretamente as práticas empresariais e a fiscalização no Brasil.


