Polêmica entre evangélicos por aluguel de espaço da Assembleia de Deus para COP30

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O aluguel do Centro de Convenções Centenário da Assembleia de Deus, localizado em Belém, no Pará, para a COP30 gerou uma onda de revolta entre os fiéis evangélicos. A polêmica começou após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostravam o espaço decorado e grupos dançando, levando muitos a criticarem a utilização do local para fins que consideram profanos. O pastor Marcelo Campelo foi um dos principais vozes de oposição, expressando sua indignação em publicações online.

Campelo descreveu o evento como uma ‘profanação contra o sagrado’ e fez referências bíblicas para justificar sua posição, lamentando o que considera a corrupção espiritual associada ao uso do espaço. Em suas postagens, ele questionou a aceitação passiva dos fiéis diante da situação, sugerindo que o espaço deveria ser reservado exclusivamente para cultos e atividades religiosas, e não para eventos seculares como a COP30.

A situação provocou um intenso debate nas redes sociais, com muitos seguidores apoiando a visão do pastor. Vários comentários enfatizaram a necessidade de preservar a santidade do local, que foi construído com contribuições da comunidade para a adoração a Deus. A discussão sobre a utilização de espaços sagrados para eventos não religiosos continua a gerar divisões entre os fiéis e suscitar questionamentos sobre a relação entre fé e cultura contemporânea.

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