Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, presidente do Flamengo, se posicionou contra o uso de gramados sintéticos nas competições de futebol do Brasil durante uma entrevista ao Poder360, realizada em 11 de novembro de 2025. Ele destacou que essa prática cria desigualdade técnica entre os clubes e compromete a saúde dos jogadores, argumentando que não se pode aplicar modelos europeus sem considerar as condições locais. Bap ressaltou que o futebol brasileiro deve preservar suas tradições e que o campo natural é fundamental para o desempenho dos atletas.
O presidente do Flamengo criticou a adoção de gramados artificiais, afirmando que sua implementação foi uma tentativa de reduzir custos por parte de alguns clubes, mas que isso resultou em vantagens competitivas indevidas. Segundo ele, a diferença no tipo de piso altera a essência do jogo, afetando o ritmo e o impacto nos jogadores. Baptista também mencionou os altos custos de manutenção do gramado do Maracanã, onde o Flamengo e o Fluminense jogam, evidenciando a injustiça de se criar um diferencial competitivo por meio de gramados sintéticos.
A posição do Flamengo se alinha a propostas mais amplas de reformulação das práticas no futebol brasileiro, incluindo a criação do Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF). O clube divulgou um documento com 10 propostas que, além da proibição de gramados sintéticos, visam garantir um ambiente de competição justa e saudável. A discussão sobre a sustentabilidade e a governança no futebol se torna cada vez mais relevante à medida que o Flamengo busca promover um fair play financeiro que respeite a integridade do esporte.

