Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma inflação de 0,09%, com a energia elétrica residencial desempenhando um papel fundamental na redução desse índice. O gerente de Índices de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves, destacou que, sem a influência da energia elétrica, a inflação teria atingido 0,20%. A alteração na bandeira tarifária, que passou de vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1, foi um fator decisivo para essa diminuição.
A redução de 2,39% no preço da energia elétrica em outubro teve um impacto de -0,10 ponto porcentual no IPCA, conforme os dados apresentados. Gonçalves explicou que a mudança na bandeira tarifária resultou em uma cobrança adicional menor nas contas de luz, o que contribuiu para a desaceleração da inflação. Além disso, reajustes tarifários em algumas cidades, como Goiânia e Brasília, foram notados, mas não foram suficientes para anular os efeitos positivos da redução na energia elétrica.
Essas alterações no setor elétrico e suas repercussões no IPCA indicam uma possível estabilidade nos preços, dependendo da continuidade das bandeiras tarifárias mais favoráveis. A situação destaca a importância da energia elétrica no contexto econômico brasileiro e suas influências diretas no custo de vida. O cenário requer atenção para os próximos meses, já que reajustes futuros podem impactar novamente a inflação.

