O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, em razão da violação de sua tornozeleira eletrônica. O julgamento extraordinário foi realizado no plenário virtual da Primeira Turma do STF no dia 24 de novembro de 2025, resultando em um placar de 4 a 0, com votos dos ministros incluindo Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes.
A prisão cautelar foi decretada após considerações de que Bolsonaro tentava fugir. Ele está atualmente detido em uma sala de Estado na sede da Polícia Federal em Brasília, aguardando o desfecho de sua ação penal relacionada a um alegado plano para anular a eleição de 2022, pelo qual foi condenado a 27 anos e 3 meses. A defesa argumenta que a violação do equipamento não foi uma tentativa de fuga, mas sim resultado de problemas de saúde mental e efeitos colaterais de medicamentos.
Com a manutenção da prisão, Bolsonaro deve permanecer detido até que seus recursos sejam analisados, o que pode levar um tempo significativo. A situação levanta questionamentos sobre o futuro político do ex-presidente e os desdobramentos legais em sua defesa, enquanto a sociedade brasileira aguarda uma resolução para este caso emblemático que envolve figuras políticas de alto escalão e questões de governança.

