Nesta terça-feira (11), a bolsa brasileira registrou sua 15ª alta consecutiva, alcançando 158 mil pontos. Contudo, Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset Management, optou por diminuir sua alocação em ativos de risco no Brasil, citando a expectativa de retornos limitados frente à volatilidade do mercado. Essa decisão foi divulgada em uma carta aos investidores, onde Stuhlberger também mencionou a implementação de hedges nas alocações domésticas.
O gestor destacou que, apesar dos ganhos recentes, o cenário econômico apresenta incertezas, como a derrubada da Medida Provisória 1.303, que impacta a tributação no país. Além disso, a melhora na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a incerteza global, especialmente relacionada ao orçamento dos Estados Unidos, também influenciam essa postura cautelosa. A Verde manteve sua exposição em investimentos globais, enquanto a posição em juro real no Brasil foi preservada.
As implicações dessa decisão podem afetar a dinâmica do mercado brasileiro, especialmente em um momento de forte fluxo de capital estrangeiro. Stuhlberger observa que a volatilidade no mercado norte-americano, impulsionada por apostas em inteligência artificial, gera incertezas que impactam a confiança dos investidores. Assim, a redução na alocação em ativos locais pode refletir uma estratégia mais conservadora em um ambiente econômico global cada vez mais instável.

