O ano de 2025 foi registrado como o mais quente em diversas partes do mundo, incluindo a Ásia Central e o Sahel, conforme dados do programa europeu Copernicus. O Tadjiquistão, por exemplo, enfrentou temperaturas mais de 3°C acima da média sazonal, enquanto países do Sahel, como Mali e Nigéria, também relataram calor extremo, com desvios de até 1,5°C. Essa situação já gera preocupação sobre os impactos das mudanças climáticas nessas regiões vulneráveis.
Na Ásia Central, o Tadjiquistão liderou com recordes mensais de temperatura, afetando diretamente sua população, onde apenas 41% têm acesso à água potável segura. Os países vizinhos, como Cazaquistão e Irã, também registraram aumentos significativos nas temperaturas. O Sahel, por sua vez, já enfrenta conflitos armados e insegurança alimentar, o que agrava ainda mais as consequências do calor extremo nesta região.
Na Europa, dez países podem quebrar seus recordes anuais de temperatura, com um verão atípico causando incêndios florestais em Espanha e Portugal, além de escassez de água no Reino Unido. O calor extremo não apenas afeta as condições climáticas, mas também levanta questões sobre a capacidade de resposta das nações às crises climáticas. As implicações dessas mudanças são profundas e exigem atenção global urgente.

