A Perturbadora Atualidade de ‘O Iluminado’ no Cinema

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Em janeiro de 1977, Stephen King lançou ‘O Iluminado’, um romance que se tornaria um clássico do terror. A narrativa acompanha Jack Torrance, um escritor em crise, que aceita um trabalho de zelador em um hotel isolado, onde enfrenta seus demônios internos. A obra combina drama familiar e elementos sobrenaturais, marcando o início da carreira consolidada de King como um mestre do gênero literário.

A adaptação cinematográfica de 1980, dirigida por Stanley Kubrick, trouxe uma interpretação visualmente impactante, mas gerou controvérsias com King, que desaprovou a forma como seu personagem principal foi retratado. Enquanto Kubrick optou por uma abordagem mais cerebral e estética, King sentiu que a luta contra o alcoolismo e a complexidade emocional da personagem feminina foram minimizadas. Essa divergência reflete a tensão entre a visão do autor e a do cineasta, onde o ego e a percepção artística entram em conflito.

Atualmente, ‘O Iluminado’ ressoa de forma ainda mais intensa, especialmente em um mundo que lida com questões de saúde mental e vícios. A forma como Kubrick constrói o horror, desde a trilha sonora até a cinematografia, continua a impactar novas gerações de espectadores. A dualidade entre a luz e a escuridão, tanto na narrativa quanto na apresentação visual, mantém a relevância da obra, fazendo dela um tema de discussão contínua entre fãs e críticos do cinema.

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