O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que está em negociação há mais de 25 anos, chegou a um momento decisivo em dezembro de 2025. Durante as reuniões do Conselho Europeu, que ocorrem entre os dias 17 e 18, os 27 países da UE discutem se autorizam a Comissão Europeia a avançar para a assinatura do tratado, prevista para o dia 20, em Foz do Iguaçu.
A aprovação do acordo, que visa a redução de tarifas e o aumento do acesso a mercados, enfrenta resistência, especialmente do setor agrícola europeu. Países como França e Itália expressam preocupações sobre a competitividade dos produtos locais, enquanto o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva alerta que o Brasil pode interromper as negociações se não houver avanço agora, destacando a pressão política interna como um dos fatores complicadores.
A situação atual exige uma maioria qualificada no Conselho Europeu para que o tratado prossiga. Embora as salvaguardas agrícolas tenham sido introduzidas para apaziguar preocupações, a França e outros países continuam relutantes, o que pode resultar em mais adiamentos, prolongando um impasse que se arrasta por décadas e comprometendo as relações comerciais entre as partes.

