A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) se prepara para tomar uma decisão crucial sobre a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) nesta quarta-feira, 17 de dezembro. O Projeto de Lei 4.380/25, que autoriza a desestatização, foi discutido em 2º turno na terça-feira, 16, e aguarda a votação final. O governador Romeu Zema (Novo) é o autor da proposta, que gerou intensos debates entre os parlamentares.
Durante as discussões, parlamentares da oposição apresentaram seis emendas ao projeto, visando garantir que uma parte significativa dos recursos obtidos com a venda da Copasa seja destinada a um fundo estadual de saneamento básico. Além disso, as emendas também abordam questões como a estabilidade dos trabalhadores da empresa após a privatização e limitações sobre quem pode adquirir a estatal. A votação dessas emendas ocorrerá sem parecer, conforme o Regimento Interno da ALMG.
As repercussões da decisão da ALMG podem ser significativas para a prestação de serviços de saneamento em Minas Gerais, afetando diretamente os contratos estabelecidos com os municípios. A Associação Mineira de Municípios (AMM) já procura orientação do Tribunal de Contas sobre os impactos da privatização nos acordos existentes. O futuro da Copasa e a forma como a privatização será conduzida continuarão a ser temas centrais nas discussões políticas e sociais no estado.

