Nesta terça-feira, 30, a Arábia Saudita emitiu um alerta de segurança, afirmando que sua proteção nacional é uma prioridade inegociável. A declaração surge após um ataque aéreo realizado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita no porto de Mukalla, no sul do Iêmen. O país pediu que as forças dos Emirados Árabes Unidos se retirem do Iêmen dentro de 24 horas, intensificando as críticas a Abu Dhabi.
A advertência reflete um ponto de tensão crescente entre Riad e Abu Dhabi, especialmente em relação ao apoio militar dos Emirados a separatistas no sul do Iêmen. O chefe do conselho presidencial do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, cancelou um pacto de defesa com os Emirados e acusou-os de instigar conflitos internos. Essa relação tensa ocorre em um momento em que ambos os países são membros influentes da Opep, o que levanta preocupações sobre possíveis impactos nas decisões de produção de petróleo.
As repercussões deste conflito são significativas, pois podem afetar tanto a estabilidade da região quanto o mercado global de petróleo. A situação está sendo monitorada de perto, especialmente com a próxima reunião da Opep programada para domingo. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados não comentou a situação até o momento, e a bolsa de valores do Golfo já começou a mostrar sinais de nervosismo diante das tensões em ascensão.

