Em 2025, a Argentina, sob a liderança de Javier Milei, apresenta um quadro de recuperação econômica após um período de recessão. O país conseguiu registrar superávits primários consecutivos e uma significativa redução da inflação, que passou de mais de 200% ao ano para índices mensais entre 2% e 3%, refletindo uma melhora na confiança dos investidores.
A S&P Global elevou a classificação de crédito soberano da Argentina, destacando a capacidade do país de honrar suas dívidas. Esta melhora foi impulsionada por cortes de subsídios e uma política fiscal rigorosa, que incluíram a demissão de servidores públicos. Apesar das conquistas econômicas, a austeridade teve um custo social, com a pobreza ainda elevada, atingindo 31,6% da população em 2025.
As eleições legislativas de meio de mandato em outubro de 2025 serviram como um referendo sobre as políticas de Milei, que, apesar de desafios, conquistou apoio no Congresso. A expectativa para 2026 inclui a flexibilização do controle cambial, que poderá trazer maior fluidez ao mercado e estabilidade econômica. Contudo, a sustentabilidade desse modelo depende do acúmulo de reservas e da continuidade de reformas estruturais.


