A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em segundo turno, o projeto de lei 4.380/25, autorizando a privatização da Copasa, estatal de saneamento. A votação, ocorrida no dia 17 de dezembro, contou com 53 votos favoráveis e 18 contrários, e agora depende da sanção do governador Romeu Zema para seguir em frente. A sessão foi marcada por protestos de parlamentares da oposição e manifestantes contrários à privatização.
O projeto, de autoria do governador, pretende permitir que o Estado se desassocie da gestão da Copasa, mantendo, porém, uma ação com poder de veto sobre decisões estratégicas. A privatização poderá ocorrer via leilão ou oferta de ações, com previsão de arrecadação de R$ 10 bilhões. Essa movimentação se justifica, segundo o governo, pela dificuldade em cumprir as metas de universalização de serviços de água e esgoto até 2033.
A expectativa é que a venda da Copasa ocorra entre janeiro e maio de 2026, evitando o período eleitoral, quando Zema pretende ser candidato à presidência. A privatização, uma promessa de campanha do governador, é vista como uma estratégia para angariar apoio político. Os recursos obtidos serão direcionados para amortização de dívidas do Estado e investimentos em saneamento básico, sinalizando um novo capítulo na gestão de recursos hídricos em Minas Gerais.

