A assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que estava prevista para ocorrer no próximo sábado, dia 20 de dezembro, foi adiada para janeiro de 2026, conforme anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A decisão foi comunicada a líderes do bloco e representa um revés significativo nas negociações que se estendem por 25 anos, que visam criar uma das maiores parcerias comerciais do mundo.
O adiamento ocorre em um contexto de tensões entre os membros da União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, condicionou seu apoio ao pacto a garantias mais robustas para os agricultores, enquanto a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também expressou ceticismo em relação às salvaguardas propostas. Apesar de um acordo preliminar ter sido alcançado, a inclusão de cláusulas controversas sobre normas de produção alimentar ainda gera impasses entre os países do bloco.
As consequências do adiamento podem ser severas para o futuro do acordo. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, deixou claro que não assinará o tratado se ele não for finalizado ainda neste mês, afirmando que a paciência do Brasil tem limites. Com as negociações em um ponto crítico, a pressão aumenta sobre os líderes europeus para que cheguem a um consenso antes que a oportunidade se esgote.

