O número de militares e policiais vítimas de minas antipessoais na Colômbia tem aumentado significativamente, em meio à intensificação da violência por guerrilhas que buscam o controle de territórios. Em 2025, foram registrados 68 casos de feridos e mortos entre as forças de segurança, o maior número desde a chegada do presidente Gustavo Petro ao poder. Este crescimento é alarmante, considerando que o país já enfrentou altos índices de vítimas de minas durante os piores anos do conflito armado.
As minas são colocadas por organizações ilegais ligadas ao narcotráfico, que intensificam os ataques contra as forças de segurança. Um hospital militar em Bogotá tem recebido um número crescente de vítimas, muitas delas com amputações. Especialistas afirmam que a escalada da violência por grupos como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Farc agrava a situação, dificultando o processo de paz e aumentando a brutalidade dos confrontos.
A situação é crítica, e os especialistas acreditam que os campos minados continuam a ser uma ferramenta estratégica utilizada por esses grupos. As disputas territoriais nas regiões anteriormente dominadas pelas Farc estão levando à colocação de mais minas, o que representa um desafio considerável à segurança pública. O governo enfrenta a difícil tarefa de equilibrar a busca por paz e a necessidade de combater a violência crescente que ameaça a estabilidade do país.

