Nesta segunda-feira, 15, o Banco Central da República Argentina (BCRA) revelou o lançamento de uma nova fase de seu programa monetário. O foco principal é estabilizar os preços e alinhar a inflação interna com a inflação global, especialmente em um contexto marcado por incertezas políticas relacionadas às próximas eleições.
O BCRA destacou que a resolução de desequilíbrios macroeconômicos e a confiança no programa econômico são essenciais para criar condições propícias ao crescimento. A partir de janeiro de 2026, haverá ajustes mensais nos limites da flutuação cambial, considerando os dados de inflação divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). Além disso, o banco planeja um aumento gradual da base monetária, que deve passar de 4,2% para 4,8% do PIB até o final de 2026.
Com o novo programa, o BCRA buscará acumular reservas internacionais em sintonia com a demanda por dinheiro e a liquidez do mercado de câmbio. As compras em bloco, conforme indicado, visam não apenas aumentar as reservas, mas também garantir a estabilidade do mercado. Assim, a implementação deste programa pode ter um impacto significativo na economia argentina nos próximos anos.

