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Banco Central mantém juros e descarta cortes em janeiro, dizem analistas

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 10 de dezembro de 2025, o Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa de juros em 15% ao ano, conforme esperado pelo mercado. A comunicação do BC, caracterizada por um tom duro e contracionista, gerou reações de especialistas financeiros que avaliaram que as chances de um corte de juros na próxima reunião, em janeiro, ficaram descartadas. A manutenção da linguagem rigorosa reforça a posição do BC em relação à atual conjuntura econômica.

Os analistas destacaram que a única mudança relevante no comunicado foi a revisão da projeção de inflação para o segundo trimestre de 2027, que caiu de 3,3% para 3,2%. Embora a inflação esteja próxima da meta de 3%, o BC não indicou abertura para discussão sobre cortes na taxa de juros. Isso divide a opinião dos analistas, que permanecem céticos quanto a um possível alívio nas taxas de juros nos próximos meses.

Além disso, o cenário econômico revela uma desaceleração, com um crescimento do PIB de apenas 0,1% no terceiro trimestre. Mesmo com a taxa de desemprego em 5,4%, a menor da série histórica, o Banco Central não considera a situação econômica suficiente para justificar mudanças em sua política monetária. Assim, o mercado pode ter que aguardar até março de 2026 para qualquer sinalização de redução da taxa Selic.

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