Brasil se abstém de assinar comunicado do Mercosul sobre Venezuela

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Durante a cúpula do Mercosul, realizada em 20 de dezembro de 2025, em Foz do Iguaçu, o Brasil optou por não assinar um comunicado conjunto liderado pela Argentina que abordava a crise na Venezuela. O documento, que clamava pelo restabelecimento da democracia e pelos direitos humanos no país, recebeu a assinatura de outros líderes do bloco, mas não do presidente brasileiro, que justificou sua decisão com preocupações sobre a interpretação que poderia ser dada por autoridades dos Estados Unidos.

O Palácio do Planalto argumentou que a assinatura do comunicado poderia ser vista como um apoio a possíveis intervenções militares na Venezuela, algo que o Brasil deseja evitar. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido um discurso cauteloso, enfatizando a necessidade de soluções diplomáticas e alertando sobre as consequências de uma possível intervenção, que poderia resultar em uma catástrofe humanitária na região.

Com essa postura, o Brasil demonstra uma tentativa de equilibrar sua posição no Mercosul e sua política externa em relação aos Estados Unidos e à Venezuela. A decisão de não assinar reflete a estratégia de Lula de promover um diálogo pacífico, ao mesmo tempo que mantém a soberania nacional em questões de segurança e intervenção externa, especialmente em um contexto geopolítico delicado na América Latina.

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