Brasil se abstenha de apoiar comunicado do Mercosul sobre Venezuela

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

No último sábado, durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, membros do bloco liderados pela Argentina divulgaram um comunicado conjunto que pede o restabelecimento da democracia na Venezuela. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, decidiram não assinar o documento, avaliando que isso poderia ser interpretado como apoio a uma possível intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.

A avaliação do Palácio do Planalto é que a assinatura do comunicado não seria prudente, considerando a tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela. O comunicado expressa preocupação com a crise humanitária e social no país caribenho, que permanece suspenso do Mercosul desde 2017. O documento ressalta a necessidade de uma solução pacífica e o respeito aos direitos humanos, além de reafirmar a validade do Protocolo de Ushuaia, que trata da defesa da democracia entre os países do bloco.

As declarações de Lula sobre o potencial de uma intervenção militar na Venezuela indicam a busca por uma abordagem diplomática na resolução da crise. Em contraponto, o presidente argentino Javier Milei adotou uma postura crítica em relação ao governo venezuelano, chamando Nicolás Maduro de “narcoterrorista” e apoiando ações militares na região. Essa divergência de posturas entre os países do Mercosul reflete a complexidade das relações diplomáticas na América Latina e os desafios enfrentados na busca por um consenso em questões de segurança regional.

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