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Camboja denuncia Tailândia por bombardeio em Siem Reap, região de Angkor

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Na segunda-feira, 15 de dezembro, o governo do Camboja acusou a Tailândia de realizar bombardeios na província de Siem Reap, que abriga os renomados templos de Angkor. Este ataque marca a primeira vez que a Tailândia é acusada de bombardear a região desde o início dos confrontos na fronteira em 7 de dezembro. O Ministério da Defesa cambojano informou que um caça F-16 foi utilizado para lançar bombas perto de um campo onde civis estão deslocados.

A ministra da Informação do Camboja, Pheaktra Neth, denunciou que a Tailândia violou o direito internacional ao atacar civis. Em resposta, a Tailândia confirmou os combates nas áreas de fronteira, mas não fez menção aos bombardeios em Siem Reap. As tensões entre os dois países têm resultado em um número alarmante de fatalidades, com autoridades cambojanas reportando 12 civis mortos, enquanto a Tailândia contabiliza 16 mortes, incluindo soldados e civis.

As disputas territoriais entre Camboja e Tailândia têm forçado a evacuação de 800.000 pessoas, com mediadores internacionais como os Estados Unidos e a China tentando intervir em busca de um cessar-fogo. Apesar de um acordo de paz anunciado em outubro, a situação se deteriorou rapidamente, levando a Tailândia a suspender o acordo após ferimentos de soldados em minas terrestres. A continuidade deste conflito pode ter sérias implicações para a segurança regional e para o turismo em Siem Reap.

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