Na quarta-feira, 17, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, declarou que seu país se opõe à ‘intimidação unilateral’ dos Estados Unidos em relação à Venezuela. A afirmação foi feita durante uma conversa telefônica com o chanceler venezuelano, Yvan Gil, após a imposição de um bloqueio completo aos petroleiros que entram e saem das águas venezuelanas. Wang enfatizou a importância da soberania e da dignidade internacional da Venezuela, sem mencionar diretamente a atuação americana.
A China, maior compradora de petróleo da Venezuela, não se comprometeu a fornecer assistência ao governo de Nicolás Maduro, o que levanta questões sobre o real apoio chinês em meio ao crescente tensionamento. O bloqueio dos EUA, que visa restringir a principal fonte de receita do país sul-americano, foi justificado por Washington como parte de seus esforços para combater o terrorismo e o tráfico de drogas. Analistas apontam que a China, embora crítica da postura americana, busca equilibrar sua relação com o país ocidental.
A situação na Venezuela continua a ser uma preocupação internacional, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, pedindo moderação entre as partes. A Venezuela também solicitou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o que considera uma ‘agressão contínua’ dos Estados Unidos. O apoio de Pequim ao pedido de Caracas pode indicar um papel mais ativo da China na diplomacia latino-americana, mas sem compromissos financeiros imediatos.

