Na última segunda-feira, a China iniciou grandes exercícios militares nas proximidades de Taiwan, descrevendo a ação como um ‘aviso severo’ contra forças separatistas e interferência externa. Essa manobra surge após a recente venda de armas de $11,1 bilhões dos Estados Unidos para a ilha, um movimento que a China considera uma ameaça à sua soberania.
Os exercícios, chamados ‘Missão Justiça 2025’, são os mais significativos realizados pela China em torno de Taiwan desde abril e incluem simulações de combate e bloqueios navais em sete áreas estratégicas. O porta-voz do Comando do Teatro Oriental, Coronel Shi Yi, afirmou que a operação é uma resposta necessária para proteger a unidade nacional da China, enquanto Taiwan qualificou a ação como uma demonstração de agressão por parte do Partido Comunista Chinês.
As manobras militares devem afetar mais de 100 mil viajantes em voos internacionais, conforme anunciado pelo Ministério dos Transportes de Taiwan. Enquanto isso, o governo de Taiwan expressou sua gratidão pela venda de armas dos EUA, ao mesmo tempo em que a China impôs sanções a empresas de defesa norte-americanas, acentuando a tensão geopolítica na região do Estreito de Taiwan.

