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Ciclone deixa 750 mil sem energia em São Paulo; Enel enfrenta pressão judicial

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Cerca de 750 mil consumidores na região metropolitana de São Paulo estão sem energia elétrica desde a quarta-feira, após a passagem de um ciclone extratropical. A concessionária Enel, responsável pelo fornecimento, informou que mobilizou cerca de 1.600 equipes para restabelecer o serviço, mas sem uma previsão clara para a normalização total. A situação é alarmante, com a capital paulista concentrando o maior número de afetados, cerca de 537,6 mil clientes sem luz até o final da tarde desta sexta-feira.

O ciclone, que trouxe ventos de até 98 km/h, causou queda de árvores e danos significativos à infraestrutura elétrica. A Enel já havia restabelecido a energia para 1,8 milhão de consumidores dos 2,2 milhões impactados no pico do problema. Entretanto, a resposta da empresa está sob escrutínio devido a críticas passadas sobre sua capacidade de lidar com eventos climáticos extremos, como evidenciado por uma ação civil movida pela Promotoria de Defesa do Consumidor, solicitando celeridade na recuperação do fornecimento de energia.

As implicações deste evento são profundas, afetando não apenas o fornecimento de energia, mas também o transporte aéreo e as telecomunicações na região. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertou sobre um impacto significativo nos serviços de várias operadoras devido à falta de energia. Com a pressão crescente sobre a Enel e a possibilidade de multas, a situação exige uma resposta rápida e eficiente, uma vez que a população aguarda ansiosamente a normalização dos serviços essenciais.

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