Conflito no Congo força 200 mil a deixar Uvira após avanço de rebeldes

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Duzentas mil pessoas abandonaram suas casas em Uvira, na República Democrática do Congo, em decorrência do avanço de forças paramilitares rebeldes do M23, apoiadas por Ruanda. O conflito tem gerado uma crise humanitária significativa, com pelo menos 74 mortes registradas em recentes confrontos entre o Exército congolês e os rebeldes, que ocorreram após um acordo de paz assinado em Washington. Este acordo, promovido pelo presidente americano, visava a estabilização da região, mas já enfrenta sérias dificuldades.

As Nações Unidas relataram um aumento nos combates na região, com os rebeldes avançando em direção a Uvira e capturando cidades estratégicas, como Luvungi. Além das mortes, mais de 80 pessoas, a maioria civis, foram hospitalizadas devido a ferimentos. O exército congolês não se manifestou sobre a situação, enquanto a população local teme novos ataques, levando a um êxodo em massa antes da chegada dos rebeldes.

O presidente congolês, Félix Tshisekedi, acusou Ruanda de violar os termos do acordo de paz e pediu ações imediatas para conter a situação. A Casa Branca, por sua vez, está acompanhando os desdobramentos e espera resultados rápidos do acordo, o que levanta preocupações sobre a eficácia da diplomacia em resolver um conflito que já dura décadas. O cenário permanece tenso, com a possibilidade de mais deslocamentos e violência na região.

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