Os Correios decidiram prorrogar até 28 de fevereiro de 2026 o acordo coletivo de trabalho que terminaria em 15 de dezembro, devido à crise financeira da estatal. A medida foi tomada em resposta ao risco de paralisação, com a mediação do Tribunal Superior do Trabalho, que buscou evitar interrupções nos serviços essenciais. A estatal garantiu que todos os direitos dos funcionários permanecem inalterados, exceto o crédito extra do vale-refeição, já quitado.
Desde a assinatura do acordo vigente, a estatal tem enfrentado dificuldades financeiras que a levaram a adiar sucessivas vezes a renovação do pacto. A atual direção busca flexibilizar cláusulas que asseguram benefícios acima do mínimo previsto na legislação trabalhista, dado o impacto orçamentário. O adicional de férias, que supera o padrão de mercado, está entre os pontos que podem ser discutidos conforme a situação financeira evolui.
A prorrogação do acordo não é uma solução definitiva, e as negociações continuarão abertas até fevereiro. Com a possibilidade de greve sendo considerada pelos trabalhadores, os Correios podem enfrentar novos desafios. Além disso, a estatal aguarda um empréstimo de até R$ 20 bilhões para cobrir suas necessidades financeiras, enquanto busca um plano de reestruturação para garantir sua viabilidade futura.

