Cortes da Selic em 2026 dependem da inflação e incertezas eleitorais

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 1 min.

Em 2026, o ritmo de corte da Selic será moldado pela inflação e por incertezas políticas, especialmente em um ano eleitoral. O Comitê de Política Monetária (Copom) deve iniciar os cortes entre janeiro e março, com o mercado projetando uma taxa que pode variar de 12,75% a 11,25% até o fim do ano, dependendo da situação fiscal e das pressões inflacionárias.

A expectativa é que a Selic, atualmente em 15%, comece a cair à medida que o governo adota uma postura fiscal expansionista. Contudo, analistas alertam que a inflação pode não ceder facilmente, o que exige cautela nas decisões do Banco Central. O horizonte relevante para a inflação em 2027 será crucial para balizar essas escolhas, refletindo a necessidade de um equilíbrio entre crescimento econômico e controle de preços.

As projeções de cortes variam entre diferentes instituições, com o Bank of America e o Itaú apresentando visões distintas sobre o ritmo e a magnitude das reduções. A confiança do mercado na capacidade do Banco Central de cumprir suas metas de inflação será vital para garantir um ambiente econômico estável. Este cenário ressalta a complexidade da política monetária brasileira em um contexto de incertezas políticas e econômicas.

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