A chancelaria cubana declarou nesta sexta-feira (12) que a apreensão do petroleiro Skipper pelos Estados Unidos, em frente à costa da Venezuela, terá um ‘impacto direto’ na economia da ilha. A ação, considerada uma continuidade da ‘guerra econômica’ contra Cuba, foi denunciada em um comunicado oficial, logo após a confirmação do confisco do navio, que estava supostamente a caminho de Cuba para entregar petróleo.
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba ressaltou que a situação se agrava devido às medidas adotadas pelos EUA, especialmente durante o governo de Donald Trump, que dificultaram o comércio de recursos petrolíferos venezuelanos e perseguiram navios que transportavam combustível para a ilha. Além disso, a chancelaria criticou o envio militar americano ao Caribe, alegando que isso prejudica ainda mais a vida cotidiana dos cubanos, em meio a uma grave crise econômica e escassez de combustível.
As consequências dessa apreensão podem ser significativas, já que Cuba enfrenta um embargo econômico e uma crise prolongada. A falta de divisas tem afetado serviços básicos e a produção de eletricidade, tornando a situação ainda mais crítica. Com a apreensão do Skipper, que transportava até 1,9 milhão de barris de petróleo, a chancelaria teme que as ações dos EUA intensifiquem a pressão econômica, comprometendo ainda mais a estabilidade do país.


