A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu, em julgamento realizado na última quinta-feira, que prescreveu o processo contra o empresário Joesley Batista, acusado de manipulação de preços das ações da JBS. O colegiado votou por dois votos a um, resultando na extinção do caso sem resolução de mérito. O relator do processo, o presidente interino Otto Lobo, e o diretor João Accioly apoiaram a prescrição, enquanto a diretora Marina Copola se declarou impedida de votar.
As operações questionadas ocorreram em abril de 2010 por meio de empresas controladas por Joesley, que teriam adquirido ações da JBS no Brasil e nos Estados Unidos. O processo levantou a suspeita de que Joesley teria instruído funcionários a realizar compras de ações durante o período de bookbuilding da oferta subsequente das ações na B3. Apesar das perdas financeiras resultantes das operações, a CVM considerou que isso não altera a gravidade da acusação de manipulação de mercado.
Com a decisão da CVM, o futuro de Joesley Batista em relação a essa acusação se torna incerto, já que o processo não foi apreciado quanto ao mérito. A ausência de uma condenação formal pode impactar a imagem do empresário e a JBS, que é uma das maiores empresas do setor de alimentos no Brasil. A J&F Investimentos, controladora da JBS, não se manifestou sobre o encerramento do processo até o momento.

