CVM inicia 2026 com três cadeiras vagas e João Accioly na presidência interina

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) começará o ano de 2026 com três assentos vagos, após o término do mandato do presidente interino Otto Lobo em 31 de dezembro de 2025. João Accioly, que já é diretor e possui uma trajetória marcada por uma visão liberal, assumirá a presidência interina, enquanto a diretora Marina Copola permanecerá no cargo. Essa mudança ocorre em um contexto de incertezas, uma vez que o presidente Lula ainda não fez novas indicações para a liderança da CVM.

A situação atual do colegiado é crítica, pois com a ausência de diretores, a CVM enfrenta dificuldades para manter sua rotina de trabalho. O quórum mínimo para decisões na autarquia é de três diretores, o que significa que será necessário contar com superintendentes como substitutos para as reuniões. Essa lacuna na liderança já é um problema recorrente, que pode desacelerar a regulação do mercado de capitais e influenciar o julgamento de casos importantes.

Além disso, a presença de superintendentes atuando como substitutos pode trazer uma abordagem mais conservadora às deliberações do colegiado. Recentemente, decisões divergentes em casos de manipulação de preços e pagamentos irregulares levantaram preocupações sobre a imparcialidade e a eficácia da CVM. O futuro da autarquia depende da rápida reposição de seus diretores, a fim de garantir a integridade e a eficácia de suas operações.

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